A eletrificação deixou de ser apenas “tendência” e vem ganhando cada vez mais espaço nas ruas e estradas do Brasil e do mundo. Globalmente, as vendas de carros elétricos ultrapassaram a marca de 17 milhões em 2024 e seguem avançando, com expectativa de mais de 20 milhões em 2025, chegando a cerca de 1 em cada 4 carros vendidos.
No Brasil, o movimento também acelera: a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) registrou 223.912 veículos eletrificados leves vendidos em 2025, um crescimento sólido de 26% sobre o ano anterior.
Para frotas, contudo, a transição não significa simplesmente substituir a bomba de combustível por uma tomada. Trata-se de mudar o “centro de gravidade” da operação. A bateria se torna o principal ativo, a recarga entra no roteiro operacional e o estilo de condução impacta diretamente custo, disponibilidade e autonomia. Para que essa engrenagem funcione, a telemetria de ponta pode ser ser utilizada pelo gestor como ferramenta para a tomada de decisão.
“A Kontrow já nasceu preparada para essa transição. Nossa tecnologia é 100% compatível com frotas elétricas e mistas, permitindo a leitura precisa do consumo de energia, gestão de autonomia e planejamento inteligente de recargas“, afirma Alexandre Fagundes, Diretor Comercial e de Marketing da Kontrow.
A ELETRIFICAÇÃO MUDA A GESTÃO DE FROTA (MAIS DO QUE PARECE)
Em veículos a combustão, a pergunta diária é: quanto consumiu e quando para abastecer? Em veículos elétricos, as perguntas básicas se multiplicam
1- Autonomia Real: Qual o alcance exato considerando rota, carga transportada e temperatura externa?
2- Eficiência de Recarga: Qual o melhor momento para carregar sem comprometer a disponibilidade da frota?
3- Preservação do Ativo (SOH): Como monitorar a saúde da bateria e evitar o uso que acelera a degradação?
4- Condução Regenerativa: Como treinar motoristas para usar o freio motor e a regeneração a favor da autonomia?
Com a tecnologia desenvolvida pela Kontrow, a ciência de dados é aplicada ao dia a dia da operação. Em frotas elétricas, monitorar o SOC (State of Charge – Estado de Carga) e o SOH (State of Health – Esta. Em frotas elétricas, monitorar o SOC (State of Charge – Estado de Carga) e o SOH (State of Health – Estado de Saúde) é gestão pura de ativos.
Estudos do NREL (Laboratório Nacional de Energia Renovável) indicam que o uso de dados para gerenciar indicadores SOC e SOH pode prolongar significativamente o ciclo de vida das baterias e reduzir custos de manutenção.

DO “TANQUE” À TOMADA – O QUE MONITORAR EM FROTA ELÉTRICA
A forma mais simples de entender a diferença é pensar desta forma: o combustível é comprado por litro; a energia, por kWh e por janela de recarga.
Confira abaixo um mapa comparativo sobre a transição para a eletromobilidade e como a telemetria Kontrow atua como o elo de eficiência:
Gestão do “Combustível”: De Litros para kWh
- Frota a combustão: O foco central é a métrica de km/L.
- Frota elétrica: A unidade de medida passa a ser kWh/km.
- O papel da telemetria: Viabiliza o monitoramento preciso do consumo considerando variáveis críticas como topografia, carga transportada, uso do ar-condicionado e comportamento do motorista.
Abastecimento vs. Planejamento de Recarga
- Frota a combustão: Abastecimento rápido e com ampla rede de distribuição.
- Frota elétrica: Exige um planejamento estratégico de recarga.
- -O papel da telemetria: Permite gerenciar janelas de recarga, prever filas em carregadores, monitorar a potência da estação e garantir previsibilidade total para evitar o veículo parado fora de hora.
O “Tanque” como Ativo Estratégico (Bateria)
- Frota a combustão: Baixa degradação operacional do tanque de combustível.
- Frota elétrica: A bateria é um componente vivo que degrada conforme o uso e a temperatura.
- O papel da telemetria: É decisivo para monitorar o SOC e o SOH, controlando ciclos de carga, temperatura e emitindo alertas sobre padrões de desgaste acelerado.
Evolução da Manutenção
- Frota a combustão: Baseada em mecânica tradicional e trocas periódicas de fluidos/filtros.
- Frota elétrica: Menos itens mecânicos, porém com novos componentes eletrônicos críticos.
- O papel da telemetria: Transforma a manutenção em um modelo baseado em condição real, monitorando a saúde dos componentes elétricos e periféricos em tempo real.
O Motorista como Gestor de Autonomia
- Frota a combustão: O estilo de condução afeta o consumo e o risco de acidentes.
- Frota elétrica: O condutor impacta diretamente a autonomia total e a eficiência da frenagem regenerativa.
- O papel da telemetria: Entrega scores de condução precisos, permitindo treinamentos voltados para a padronização e o uso inteligente da regeneração de energia.
COMO A TELEMETRIA AVANÇADA VIABILIZA A OPERAÇÃO ELÉTRICA
A tecnologia da Kontrow remove as incertezas da transição e estabiliza a operação em quatro frentes estratégicas:
1- Autonomia de Precisão: Do “catálogo” à realidade da rota
A autonomia nominal informada pelos fabricantes raramente sobrevive aos desafios do mundo real — relevo, carga máxima e uso intenso de climatização alteram drasticamente o alcance. A telemetria Kontrow traduz esses dados em autonomia real por linha, rota e turno, transformando a estimativa em dado confiável (kWh/km).
2- Proteção do CAPEX: Gestão da saúde da bateria (SOH)
A bateria é o ativo mais caro e crítico de uma frota elétrica; sua degradação define o TCO (Custo Total de Propriedade). A telemetria atua como um sistema de monitoramento preventivo, acompanhando em tempo real os indicadores de SOH.
Ao monitorar variações de temperatura e padrões de descarga, a tecnologia Kontrow antecipa falhas e evita o desgaste acelerado. O objetivo é claro: otimizar os ciclos de carga para prolongar a vida útil do ativo, garantindo que o investimento se pague ao longo do tempo.
3- Planejamento de Recarga: O fim do “modo emergência”
Eletrificar sem inteligência de dados gera gargalos logísticos. A proposta da Kontrow é elevar a recarga ao status de planejamento operacional estratégico. Por meio de ferramentas de BI (Business Intelligence) nativas, o gestor visualiza mapas de calor que identificam padrões de uso e horários críticos.
4- Segurança e Performance: O binômio da eficiência
Em veículos elétricos, o comportamento do condutor tem consequência dupla: segurança viária e eficiência energética via frenagem regenerativa. A Kontrow desenvolveu algoritmos específicos para a realidade elétrica, monitorando padrões de aceleração e frenagem que impactam diretamente a autonomia disponível.
“Os números validam a tecnologia: em operações que utilizam a inteligência Kontrow, observamos uma redução de até 51% em acidentes com culpa. No transporte coletivo, essa padronização reflete em uma condução mais suave, elevando os índices de satisfação do passageiro e reduzindo o desgaste prematuro de componentes periféricos como pneus e sistemas de freio”, avalia Alexandre Fagundes, que completa.
“Trocar motor por bateria não resolve, sozinho, as novas variáveis da operação. O que resolve é transformar variáveis em indicadores, indicadores em decisão, e decisão em rotina. A telemetria é o que torna a frota elétrica gerenciável, previsível e escalável. Na Kontrow, a personalização é um componente estratégico: personalização. Entregamos soluções sob medida a partir de um investimento contínuo em P&D.”


