Eficiência na manutenção preventiva: boas práticas para reduzir custos operacionais

A manutenção preventiva é uma daquelas áreas em que o barato quase sempre sai caro. Mesmo em operações com manutenção preditiva (quando sensores e dados ajudam a antecipar desgaste e anomalias), a preventiva continua inevitável por um motivo simples. Há itens e rotinas que precisam ser cumpridos por segurança, por recomendação do fabricante e por conformidade, independentemente de “sinais” no veículo. É o caso de inspeções periódicas, verificações obrigatórias e componentes cujo risco de falha não vale a aposta. Quando essa base preventiva falha, a conta aparece rápido, com veículo parado fora de hora, rota desorganizada, horas extras, retrabalho, peças trocadas cedo demais e, no pior cenário, um problema pequeno que vira falha grande por efeito cascata.

Por isso, eficiência na preventiva não significa “fazer menos manutenção”. Significa fazer o que é inevitável com precisão — na janela certa, com o procedimento correto e com o nível certo de evidência para não desperdiçar peça nem assumir risco desnecessário. É nesse ponto que muita operação trava. Seguir apenas tempo e quilometragem é um bom começo, mas raramente é suficiente para capturar a severidade operacional real. Uma mesma quilometragem pode representar rotas e severidades completamente diferentes. Trânsito pesado, relevo, carga, temperatura, turnos longos e estilo de condução mudam o desgaste de um jeito que o calendário sozinho não dá conta.

A boa notícia é que dá para elevar esse padrão sem “reinventar a oficina”. O caminho é pragmático: padronizar processos, garantir que checklist vire histórico confiável, acompanhar poucos indicadores que realmente importam e usar telemetria para enxergar tendências e priorizar intervenções. Em vez de decidir no escuro, o gestor passa a decidir com base em sinais do próprio veículo, Isso reduz suposições, diminui corretivas emergenciais e transforma a preventiva em uma rotina estratégica, não apenas obrigatória.

POR QUE A MANUTENÇÃO PREVENTIVA É ESSENCIAL PARA REDUZIR CUSTOS OPERACIONAIS?
Porque ela reduz os custos mais “caros” da frota, aqueles que chegam com urgência e sem opção de negociação. Em uma operação com SLA (Service Level Agreement / Acordo de Nível de Serviço) — ou seja, metas contratuais de pontualidade, disponibilidade e regularidade — uma parada não planejada raramente afeta apenas um veículo. Afeta escala, substituição, atrasos e percepção do cliente.

Além disso, manutenção preventiva bem executada corta duas fontes clássicas de desperdício:

  1. Intervenção cedo demais: troca “por garantia” sem necessidade real.
  2. Intervenção tarde demais: o desgaste evolui para quebra e o reparo fica maior (e mais caro).

Cumprir o cronograma é essencial, mas, sem base de dados, a preventiva pode acabar quase fazendo o contrário do que deveria em termos econômicos, gerando custo desnecessário. O uso de telemetria de ponta ajuda a evitar esses riscos”, atesta Assaf Faiguenboim, diretor da Kontrow.

COMO ESTRUTURAR UM PLANO EFICIENTE DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA
Um plano eficiente é aquele que não depende apenas de um calendário, mas considera criticidade, severidade e histórico. Em vez de tentar prever o futuro “no Excel”, o gestor organiza a manutenção para responder exatamente ao presente. Em outras palavras, o que está mudando no comportamento do veículo e o que isso tende a causar se nada for feito.

Um processo simples, mas consistente, de preventiva costuma seguir esta lógica:

  • Classificar a frota por severidade operacional - urbano pesado, rodoviário, relevo, carga, turnos.
  • Definir pacotes de manutenção por criticidade - itens que impactam segurança e disponibilidade primeiro.
  • Padronizar checklist e registro histórico - objetivo é evitar que tudo dependa da memória do técnico.
  • Acompanhar KPIs (Key Performance Indicators / Indicadores-Chave de Desempenho) - dados que conectem manutenção ao negócio, e não apenas à oficina.
  • Fechar o ciclo com causa raiz - entender que reincidência, ao invés de azar, é um sinal de processo.

Os tópicos acima mostram que esse processo não exige reinventar a roda, ou melhor, a oficina mecânica. Exige tornar o processo menos subjetivo e mais rastreável.

BOAS PRÁTICAS QUE EVITAM FALHAS E PARADAS INESPERADAS
A maior parte das paradas inesperadas dá sinais. Normalmente esses sinais não viram ação porque falta rotina para detectar o problema cedo. E aqui entram práticas que, além de reduzir falhas, cortam consumo e desgaste.

Uma das mais negligenciadas é pneu. A NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration, agência de segurança viária dos EUA) destaca que pneus com calibragem correta melhoram consumo, aumentam durabilidade e reduzem emissões.

Outro vilão é o motor ocioso. Um dado do U.S. Department of Energy (DOE) mostra que, entre as categorias avaliadas, um ônibus de transporte coletivo pode consumir quase 1 galão de combustível por hora em marcha lenta (1 galão = 3,785 litros), ou seja, combustível queimado sem entregar quilômetro, com impacto direto em custo e emissões

No dia a dia, as boas práticas mais consistentes costumam ser:

  • Rotina de pneus como item de segurança e eficiência - pressão, desgaste, temperatura quando aplicável.
  • Gestão ativa de marcha lenta - medir, orientar e criar regra operacional; quando faz sentido, automatizar via dispositivo shutdown.
  • Disciplina em itens térmicos e de lubrificação - arrefecimento e fluidos raramente falham do nada, mas dão sinais.
  • Checklist que vira histórico - não apenas um papel preenchido, mas padrão para identificar reincidências.
  • Integração manutenção-operação - condução e rota que aceleram ou desaceleram o desgaste.


COMO A TELEMETRIA APOIA A MANUTENÇÃO PREVENTIVA DA FROTA
Telemetria bem aplicada funciona como um checklist contínuo. “Na Kontrow, a lógica é direta: sensores captam dados (como temperatura, vibração, pressão dos pneus, nível de fluidos, desempenho dos freios e consumo), esses dados são enviados para análise e algoritmos identificam anomalias que podem indicar falhas iminentes. A partir dessa leitura, o gestor passa a ter base para decisões que deixam a preventiva mais estratégica”, analisa Assaf Faiguenboim.

A diferença entre “ter dados” e “ter gestão” costuma estar em dois pontos: diagnóstico precoce e integração com processo. “Quando preventiva e telemetria trabalham juntas, fica mais fácil reduzir o peso da corretiva. Ao agregarmos a preditiva, o impacto financeiro pode chegar a uma redução de até 30% nos custos com manutenção corretiva. O TCO (Total Cost of Ownership / Custo Total de Propriedade) não é só a peça e mão de obra, mas o custo total de operar o veículo, com combustível, manutenção, indisponibilidade, pneus, sinistros e depreciação. A tecnologia Kontrow também auxilia na redução de TCO no longo prazo, junto com aumento de vida útil e menor tempo de inatividade dos veículos”, completa Alexandre Fagundes, Diretor Comercial e de Marketing da Kontrow.


Top 10 benefícios da telemetria de ponta na gestão de frotas de ônibus

Em operações de transporte coletivo, a margem para erro é praticamente inexistente. Gestores lidam diariamente com um equilíbrio sensível entre pontualidade, segurança, custo por quilômetro e a crescente pressão pela transição energética. O grande desafio é que, sem dados precisos, a gestão torna-se puramente reativa: o problema surge, a frota para, os custos escalam e a experiência do passageiro se deteriora rapidamente.

A telemetria de ponta rompe esse ciclo. Ela transforma cada veículo em uma fonte ininterrupta de inteligência operacional. na visão da Kontrow, ativos modernos não são só hardware: são hardware + dados + análise orientada à performance e longevidade.

Neste artigo, detalhamos os 10 principais benefícios da tecnologia Kontrow para a gestão de frotas — e como esses ganhos se traduzem em resultados financeiros e operacionais reais.

O QUE DEFINE A TELEMETRIA DE PONTA?
Diferente do rastreamento convencional, a telemetria avançada que desenvolvemos na Kontrow foca em coleta multidimensional (captura de sinais mecânicos, elétricos, de energia e comportamento de condução via barramento CAN-BUS); inteligência em tempo real (alertas baseados em regras operacionais complexas, não apenas em eventos isolados); análise de tendências (uso de ciência de dados para identificar anomalias antes que elas se tornem falhas); ecossistema integrado (BI nativo e APIs que conectam a telemetria ao seu ERP e sistemas de manutenção).

TOP 10 BENEFÍCIOS ESTRATÉGICOS PARA A OPERAÇÃO EM FROTA DE ÔNIBUS

  1. Maximização da disponibilidade (redução do downtime)

A manutenção reativa é o inimigo do fluxo de caixa. Ao monitorar parâmetros críticos como temperatura, pressão e vibração, a tecnologia Kontrow identifica desvios que precedem a pane.

O impacto Kontrow: Por meio da análise de padrões, a solução permite que a oficina se antecipe, reduzindo o tempo de veículo parado e a necessidade de manter uma frota reserva elevada. Estudos de mercado indicam que a manutenção preditiva pode reduzir o downtime (tempo de indisponibilidade) em até 50%.

  1. Manutenção baseada em condição real

É possível abandonar a rigidez dos calendários fixos. Por que trocar um componente que ainda tem vida útil? Ou, pior, por que esperar a quilometragem se o veículo operou em condições severas?

O impacto Kontrow: Nossa telemetria monitora o desgaste real de itens como sistemas de transmissão e freios. Em operações analisadas pela Kontrow, observou-se um aumento de até 80% na vida útil da embreagem e 60% nos freios, otimizando o TCO (Custo Total de Propriedade).

  1. Segurança viária e mitigação de riscos

A segurança é o valor inegociável no transporte. A telemetria monitora excessos de velocidade, frenagens bruscas e curvas agressivas em tempo real.

O impacto Kontrow: Em operações que utilizam a tecnologia Kontrow, há registros de redução de 51% em acidentes com culpa. Isso protege vidas e preserva o patrimônio da empresa.

  1. Excelência na experiência do passageiro

Uma condução suave é o que define a qualidade percebida por quem utiliza o serviço.

O impacto Kontrow: Dados analisados pela Kontrow mostram uma redução de 84% nas reclamações de passageiros e uma queda de 90% em ocorrências de quedas no interior dos veículos, resultado direto de uma condução mais padronizada e segura.

  1. Eficiência energética e redução de custos

O combustível é um dos maiores pesos no OPEX (despesa operacional). É possível reduzir o desperdício atacando hábitos como o motor ocioso e acelerações desnecessárias.

O impacto Kontrow: Clientes Kontrow alcançam, em média, 8,9% de economia de combustível, podendo chegar a 18% em cenários de otimização total. O dispositivo Shutdown da Kontrow evita que o motor permaneça ligado sem necessidade, podendo gerar economia de centenas de litros por mês.

  1. Gestão de pessoas orientada por dados e rankings de performance

A telemetria não deve ser vista apenas como monitoramento e coleta de dados, mas como uma ferramenta de desenvolvimento a partir de análises altamente qualificadas.

O impacto Kontrow: A plataforma permite criar rankings de motoristas baseados em scores técnicos. Isso permite reconhecer os melhores profissionais e direcionar treinamentos específicos para quem realmente precisa, transformando dados em evolução profissional.

  1. Governança e rastreabilidade total

Em um setor com alta exigência de conformidade, ter dados auditáveis é uma questão de conformidade e segurança jurídica.

O impacto Kontrow: A solução oferece um histórico completo de intervenções e diagnósticos, servindo como suporte para transparência operacional frente a órgãos reguladores e auditorias internas.

  1. Controle de desvios e integridade operacional

Garantir que o planejamento seja executado é fundamental para a rentabilidade da linha.

O impacto Kontrow: Por meio de cercas geográficas (geofencing) e alertas de rota, é possível reduzir desvios não autorizados e o uso indevido do veículo, garantindo que o ativo esteja onde deveria estar.

  1. Otimização para a frota elétrica

A eletrificação exige uma nova métrica: a saúde da bateria e o planejamento de recarga.

O impacto Kontrow: A solução Kontrow é compatível com frotas elétricas e mistas. Desenvolvemos algoritmos específicos para monitorar o SOC (Estado de Carga) e o SOH (Estado de Saúde), ajudando a tornar a transição energética seja previsível, segura e lucrativa.

  1. Decisão ágil com BI e Integração

Informações sem análise são apenas ruídos. Ter conhecimento em ciência de dados e saber operar a tecnologia que realmente faz a diferença. BI transforma dados em decisão operacional.

O impacto Kontrow: A Kontrow oferece BI nativo com mapas de calor e integração via API. Em operações de alta quilometragem, o ROI (Retorno sobre o Investimento) da nossa solução pode ser alcançado em menos de seis meses.

"É importante salientar que a Kontrow não é apenas um fornecedor de software. Investimos 20% do nosso faturamento em P&D para garantir tecnologia própria e customizável. Seja para ônibus a combustão ou para os novos modelos elétricos, nossa missão é converter a complexidade técnica em facilidade de gestão”, garante Assaf Faiguenboim, diretor da Kontrow.


Transição para veículos elétricos: como a telemetria pode fazer a diferença

A eletrificação deixou de ser apenas “tendência” e vem ganhando cada vez mais espaço nas ruas e estradas do Brasil e do mundo. Globalmente, as vendas de carros elétricos ultrapassaram a marca de 17 milhões em 2024 e seguem avançando, com expectativa de mais de 20 milhões em 2025, chegando a cerca de 1 em cada 4 carros vendidos.

No Brasil, o movimento também acelera: a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) registrou 223.912 veículos eletrificados leves vendidos em 2025, um crescimento sólido de 26% sobre o ano anterior.

Para frotas, contudo, a transição não significa simplesmente substituir a bomba de combustível por uma tomada. Trata-se de mudar o “centro de gravidade” da operação. A bateria se torna o principal ativo, a recarga entra no roteiro operacional e o estilo de condução impacta diretamente custo, disponibilidade e autonomia. Para que essa engrenagem funcione, a telemetria de ponta pode ser ser utilizada pelo gestor como ferramenta para a tomada de decisão.

"A Kontrow já nasceu preparada para essa transição. Nossa tecnologia é 100% compatível com frotas elétricas e mistas, permitindo a leitura precisa do consumo de energia, gestão de autonomia e planejamento inteligente de recargas", afirma Alexandre Fagundes, Diretor Comercial e de Marketing da Kontrow.

A ELETRIFICAÇÃO MUDA A GESTÃO DE FROTA (MAIS DO QUE PARECE)
Em veículos a combustão, a pergunta diária é: quanto consumiu e quando para abastecer? Em veículos elétricos, as perguntas básicas se multiplicam

1- Autonomia Real: Qual o alcance exato considerando rota, carga transportada e temperatura externa?

2- Eficiência de Recarga: Qual o melhor momento para carregar sem comprometer a disponibilidade da frota?

3- Preservação do Ativo (SOH): Como monitorar a saúde da bateria e evitar o uso que acelera a degradação?

4- Condução Regenerativa: Como treinar motoristas para usar o freio motor e a regeneração a favor da autonomia?

Com a tecnologia desenvolvida pela Kontrow, a ciência de dados é aplicada ao dia a dia da operação. Em frotas elétricas, monitorar o SOC (State of Charge - Estado de Carga) e o SOH (State of Health - Esta. Em frotas elétricas, monitorar o SOC (State of Charge - Estado de Carga) e o SOH (State of Health - Estado de Saúde) é gestão pura de ativos.

Estudos do NREL (Laboratório Nacional de Energia Renovável) indicam que o uso de dados para gerenciar indicadores SOC e SOH pode prolongar significativamente o ciclo de vida das baterias e reduzir custos de manutenção.

DO “TANQUE” À TOMADA - O QUE MONITORAR EM FROTA ELÉTRICA
A forma mais simples de entender a diferença é pensar desta forma: o combustível é comprado por litro; a energia, por kWh e por janela de recarga.

Confira abaixo um mapa comparativo sobre a transição para a eletromobilidade e como a telemetria Kontrow atua como o elo de eficiência:

Gestão do "Combustível": De Litros para kWh

  • Frota a combustão: O foco central é a métrica de km/L.
  • Frota elétrica: A unidade de medida passa a ser kWh/km.
  • O papel da telemetria: Viabiliza o monitoramento preciso do consumo considerando variáveis críticas como topografia, carga transportada, uso do ar-condicionado e comportamento do motorista.

Abastecimento vs. Planejamento de Recarga

  • Frota a combustão: Abastecimento rápido e com ampla rede de distribuição.
  • Frota elétrica: Exige um planejamento estratégico de recarga.
  • -O papel da telemetria: Permite gerenciar janelas de recarga, prever filas em carregadores, monitorar a potência da estação e garantir previsibilidade total para evitar o veículo parado fora de hora.

O "Tanque" como Ativo Estratégico (Bateria)

  • Frota a combustão: Baixa degradação operacional do tanque de combustível.
  • Frota elétrica: A bateria é um componente vivo que degrada conforme o uso e a temperatura.
  • O papel da telemetria: É decisivo para monitorar o SOC e o SOH, controlando ciclos de carga, temperatura e emitindo alertas sobre padrões de desgaste acelerado.

Evolução da Manutenção

  • Frota a combustão: Baseada em mecânica tradicional e trocas periódicas de fluidos/filtros.
  • Frota elétrica: Menos itens mecânicos, porém com novos componentes eletrônicos críticos.
  • O papel da telemetria: Transforma a manutenção em um modelo baseado em condição real, monitorando a saúde dos componentes elétricos e periféricos em tempo real.

O Motorista como Gestor de Autonomia

  • Frota a combustão: O estilo de condução afeta o consumo e o risco de acidentes.
  • Frota elétrica: O condutor impacta diretamente a autonomia total e a eficiência da frenagem regenerativa.
  • O papel da telemetria: Entrega scores de condução precisos, permitindo treinamentos voltados para a padronização e o uso inteligente da regeneração de energia.

COMO A TELEMETRIA AVANÇADA VIABILIZA A OPERAÇÃO ELÉTRICA
A tecnologia da Kontrow remove as incertezas da transição e estabiliza a operação em quatro frentes estratégicas:

1- Autonomia de Precisão: Do "catálogo" à realidade da rota

A autonomia nominal informada pelos fabricantes raramente sobrevive aos desafios do mundo real — relevo, carga máxima e uso intenso de climatização alteram drasticamente o alcance. A telemetria Kontrow traduz esses dados em autonomia real por linha, rota e turno, transformando a estimativa em dado confiável (kWh/km).

2- Proteção do CAPEX: Gestão da saúde da bateria (SOH)

A bateria é o ativo mais caro e crítico de uma frota elétrica; sua degradação define o TCO (Custo Total de Propriedade). A telemetria atua como um sistema de monitoramento preventivo, acompanhando em tempo real os indicadores de SOH.

Ao monitorar variações de temperatura e padrões de descarga, a tecnologia Kontrow antecipa falhas e evita o desgaste acelerado. O objetivo é claro: otimizar os ciclos de carga para prolongar a vida útil do ativo, garantindo que o investimento se pague ao longo do tempo.

3- Planejamento de Recarga: O fim do "modo emergência"

Eletrificar sem inteligência de dados gera gargalos logísticos. A proposta da Kontrow é elevar a recarga ao status de planejamento operacional estratégico. Por meio de ferramentas de BI (Business Intelligence) nativas, o gestor visualiza mapas de calor que identificam padrões de uso e horários críticos.

4- Segurança e Performance: O binômio da eficiência

Em veículos elétricos, o comportamento do condutor tem consequência dupla: segurança viária e eficiência energética via frenagem regenerativa. A Kontrow desenvolveu algoritmos específicos para a realidade elétrica, monitorando padrões de aceleração e frenagem que impactam diretamente a autonomia disponível.

Os números validam a tecnologia: em operações que utilizam a inteligência Kontrow, observamos uma redução de até 51% em acidentes com culpa. No transporte coletivo, essa padronização reflete em uma condução mais suave, elevando os índices de satisfação do passageiro e reduzindo o desgaste prematuro de componentes periféricos como pneus e sistemas de freio”, avalia Alexandre Fagundes, que completa.

Trocar motor por bateria não resolve, sozinho, as novas variáveis da operação. O que resolve é transformar variáveis em indicadores, indicadores em decisão, e decisão em rotina. A telemetria é o que torna a frota elétrica gerenciável, previsível e escalável. Na Kontrow, a personalização é um componente estratégico: personalização. Entregamos soluções sob medida a partir de um investimento contínuo em P&D.

 

 

 

 

 


Acompanhamento de frotas com segurança: como telemetria salva vidas com dados em tempo real

Os números chamam a atenção para ocorrências preocupantes nas estradas brasileiras. Vamos apontar duas delas:

Estudos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostram que os acidentes de trânsito no Brasil geram custos de cerca de R$ 50 bilhões por ano, considerando perda de produtividade, despesas hospitalares e impacto previdenciário.

Levantamentos com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da CNT (Confederação Nacional do Transporte) apontam um crescimento no número de acidentes envolvendo caminhões e cargas no Brasil. Somente em 2024, foram registrados 31.232 acidentes com veículos de carga nas rodovias federais.

São dados alarmantes. Mas é importante não perder o foco de que por trás desses números estão vidas.

O mais preocupante é que o fator humano é um dos responsáveis diretos por tantos acidentes. Excesso de velocidade, desatenção, decisões equivocadas ao volante podem transformar veículos em armas. Mas há uma luz no final deste túnel. Pesquisas recentes reforçam que sistemas de telemetria e rastreamento avançado reduzem hábitos de risco, como aceleração desmedida e freadas bruscas, em resumo, a condução inadequada, levando à queda significativa na frequência de acidentes.

No transporte e na logística, a segurança da frota determina a sustentabilidade financeira da operação, a relação com clientes e a responsabilidade social da empresa. Cada acidente envolve pessoas, veículos, contratos e reputação. Para minimizar riscos, o uso dos avanços em telemetria atua na máquina e também no fator humano, conectando motorista, veículo e gestão em tempo real. Isso permite que a empresa saia de uma postura reativa (atuar depois do acidente ou da pane) para um modelo preventivo e preditivo de segurança.

SEGURANÇA DE FROTAS EM NÚMEROS: DO RISCO AO RESULTADO
Em qualquer operação de transporte, o risco se concentra na combinação entre comportamento ao volante e condição mecânica do veículo. Sem dados, o gestor descobre o problema pelo boletim de ocorrência, pela reclamação do passageiro ou pela nota da oficina. Com telemetria, é possível enxergar tendências de risco antes que elas se convertam em evento crítico.

Nas operações monitoradas com o uso de tecnologia avançada, como a desenvolvida pela Kontrow, a aplicação estruturada da telemetria de segurança vem se traduzindo em quedas relevantes de ocorrências. Entre os resultados mais expressivos, destacam-se:

Redução de acidentes com culpa da frota, saindo de um patamar histórico elevado para quedas superiores a 50% em diversos projetos, com impacto direto em sinistros, exposição jurídica e negociação com seguradoras.

Queda nas reclamações de passageiros em transporte de pessoas, com casos que passaram de 217 para 97 reclamações mensais, representando cerca de 84% de redução e melhorando de forma consistente a experiência do usuário.

Diminuição drástica de quedas de usuários em ônibus, reduzindo de 10 para 1 ocorrência por mês em determinados cenários, o que representa uma redução de 90% em eventos de alto risco para a integridade física dos passageiros.

Quando a empresa passa a medir de forma sistemática o que acontece em campo, a segurança deixa de ser apenas discurso e se torna indicador de desempenho. Isso se reflete em previsibilidade operacional, melhor percepção de risco por parte das seguradoras, menos litígios e mais confiança por parte de embarcadores e clientes.

DO REGISTRO AO FEEDBACK EM TEMPO REAL
A grande virada da telemetria aplicada à segurança está no feedback imediato. Em vez de usar dados apenas para “descobrir o culpado” depois do problema, a telemetria transforma a tecnologia em um copiloto digital, que orienta o motorista durante a jornada e oferece subsídios concretos para a área de gestão de pessoas.

A solução integra identificação de condutor, classificação de condução em tempo real (de “ótima” a “péssima”), alertas visuais por LEDs, sinais sonoros na cabine e relatórios para coordenação e engenharia. O motorista sabe, na prática, que está sendo acompanhado por critérios claros enquanto o gestor consegue atuar com base em fatos, não em impressões.

A análise comportamental da Kontrow, por exemplo, monitora, de forma contínua, três grandes dimensões:

1- Velocidade e faixa de rotação
Identificação de condução em velocidade acima dos limites definidos pela empresa ou pela via e das condições atmosféricas, o que indica direção agressiva.

2- Qualidade das manobras e uso dos sistemas do veículo
Registro de frenagens, arrancadas e curvas bruscas, uso de “banguela” em velocidade, acionamento excessivo do freio de serviço e outros comportamentos que aumentam o risco de acidentes e aceleram o desgaste mecânico.

3- Jornada e fadiga
Acompanhamento do tempo de direção contínua, reduzindo a probabilidade de incidentes relacionados ao cansaço na direção.

A partir desses dados, é possível construir rankings de motoristas, desenhar treinamentos personalizados e implementar programas de reconhecimento focados em boas práticas. Com o tempo, a frota passa a operar sob uma cultura de direção segura e responsável, e não apenas sob regras formais difíceis de monitorar.

DIAGNÓSTICO PREDITIVO: QUANDO TELEMETRIA PROTEGE VIDAS E COMPONENTES
Segurança também depende da integridade mecânica. Freio sobrecarregado ou turbina em condição crítica representa perigo tanto quanto um motorista imprudente. Por isso, a telemetria de dados profundos lê variáveis de motor, transmissão, freios e sistemas auxiliares para antecipar falhas e orientar intervenções antes que elas se tornem pane ou acidente.

O monitoramento remoto dos sinais elétricos e códigos de falha permite abandonar a manutenção baseada apenas em quilometragem ou sensação. Em vez de “esperar quebrar”, a empresa passa a atuar com base em diagnóstico.

Os ganhos típicos aparecem em frentes como:

Turbina
Ao monitorar aceleração com motor frio e o comportamento de desligamento logo após a parada, o sistema ajuda a preservar a lubrificação adequada da turbina, reduzindo esforços desnecessários. Em determinadas operações, isso chegou a representar aumento de até 100% na vida útil do componente.

Embreagem
A partir da correlação entre estilo de condução e uso do pedal, a telemetria identifica motoristas que mantêm o pé apoiado na embreagem mesmo sem acioná-la completamente. Essa informação permite treinar o condutor, redistribuir rotas e frear o desgaste precoce, com resultados de até 80% de ganho na vida útil em alguns cenários.

Sistema de freios
Ao registrar o uso contínuo do freio de serviço em trechos longos ou descidas, a telemetria orienta a adoção de técnicas mais seguras, como o uso adequado de freio-motor. Isso se traduz em aumentos de até 60% na vida útil de componentes de freio, mais segurança nas viagens e menos paradas emergenciais por falha.

SEGURANÇA COMO ATIVO ESTRATÉGICO
Ao adotar telemetria de segurança em toda a frota, a empresa passa a operar com um nível superior de controle de risco. Isso é percebido não apenas internamente, mas também por seguradoras, embarcadores e órgãos públicos. Frotas com histórico comprovado de redução de acidentes, melhor comportamento ao volante e manutenção preditiva tendem a negociar prêmios mais competitivos, participar com mais força de concorrências e consolidar uma imagem de parceiro confiável em contratos de longo prazo.

Na prática, investir em telemetria é transformar segurança em ativo. A mesma solução que ajuda a evitar colisões, reclamações e quedas de passageiros também protege o caixa, os contratos e a marca”, comenta Assaf Faiguenboim, diretor da Kontrow.

A Kontrow posiciona a telemetria como uma plataforma completa de segurança, eficiência e decisão. A combinação entre leitura profunda de parâmetros do veículo, análise comportamental em tempo real, diagnóstico preditivo e recursos como identificação de condutor permite que a manutenção, gestores de frota e executivos transforme risco técnico e humano em processo controlável.

Acidentes continuam sendo um dos maiores riscos das operações de transporte em vários níveis, seja de vidas, imagem ou recursos financeiros. A combinação de telemetria de dados profundos e gestão ativa já provou, na prática, que pode reduzir esse problema, diminuir reclamações, aumentar a vida útil de componentes e cortar custos com manutenção, combustível e seguros. Sem dados, a gestão de segurança é reativa. Com telemetria, ela se torna preditiva, mensurável e escalável”, completa Alexandre Fagundes, Diretor Comercial e de Marketing da Kontrow.


CNH mais acessível, frota mais exposta? Porque a telemetria precisa virar a “nova autoescola” dentro da operação de frotas

A recente resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que retira a obrigatoriedade de autoescola e simplifica o acesso à CNH, não é só uma mudança regulatória. É um movimento estratégico que reconfigura a base da formação de motoristas no Brasil – e desloca uma parte importante da responsabilidade de treinamento para dentro das empresas de transporte.

De um lado, trata-se de uma política pública de inclusão: o Ministério dos Transportes estima que o novo modelo pode reduzir em até 80% o custo total da CNH, hoje apontado como um dos principais entraves para milhões de brasileiros que querem dirigir, mas não conseguem pagar.

Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito, 20 milhões de pessoas já dirigem sem habilitação e outras 30 milhões têm idade para ter CNH, mas não possuem o documento, em grande parte por causa do custo, que pode chegar a cerca de R$ 5 mil. Esse é, inegavelmente, um dos fatores para o risco de um "Apagão Logístico" devido à escassez de condutores que podem atuar profissionalmente.

Por outro lado, essa simplificação traz um recado claro para quem trabalha com frotas. Embora a prova continue sendo o critério mínimo, a formação prévia passará a ser mais diversa. Significa entender que a diferença na qualidade do condutor profissional será feita dentro da operação de veículos pesados.

O QUE EXATAMENTE MUDOU NO PROCESSO DA CNH
A resolução aprovada por unanimidade pelo Contran moderniza o processo de habilitação com três eixos principais:

Curso teórico gratuito e digital
O conteúdo passa a ser disponibilizado online, sem custo para o candidato, com a opção de estudar presencialmente em autoescolas ou instituições credenciadas.

Fim da obrigatoriedade de autoescola para prova de direção
O candidato pode se preparar com um Centro de Formação de Condutores ou com instrutores credenciados pelos Detrans, ampliando as alternativas.

Flexibilização das aulas práticas
A carga horária mínima obrigatória passa de 20 para 2 horas de aulas práticas, com foco na avaliação final (provas teórica e prática), seguindo modelos adotados em países como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá, onde o foco está no desempenho, não na quantidade de aulas.

Em resumo, mais gente vai conseguir chegar à CNH, mas os percursos de formação até o exame serão menos padronizados.

O QUE ESSA MUDANÇA REPRESENTA PARA A GESTÃO DE FROTAS
Se para o cidadão, a mudança é principalmente econômica e de acesso, para o gestor de frota e o executivo de logística, o impacto é estratégico. Confira três pontos:

1- Mais candidatos potenciais ao volante
A redução de custo tende a ampliar o número de motoristas com CNH válida, inclusive para categorias profissionais, o que ajuda a aliviar pressões de escassez de mão de obra em alguns segmentos.

2- Maior heterogeneidade na formação
Se antes a experiência da autoescola servia como um “mínimo denominador comum”, agora o ponto de partida pode variar bastante: alguns motoristas terão passado por formação estruturada, outros por rotas alternativas.

3- Responsabilidade ampliada para a empresa
A validação mínima continua sendo a prova do Detran. Mas quem responde por segurança, eficiência e imagem da operação será a empresa contratante – com impacto direto em custo de manutenção, sinistros, consumo de combustível e SLA com o cliente.

ACADEMIA DE CONDUÇÃO PÓS-HABILITAÇÃO
Em um cenário de CNH simplificada, a telemetria tem tudo para funcionar, de fato, como uma “academia de condução pós-habilitação” dentro da empresa.

Em vez de depender apenas da percepção de supervisores e feedback esporádico, a telemetria permite monitorar em detalhe o desempenho do condutor em relação a acelerações, frenagens, uso de marcha lenta e faixas de rotação.

Também torna possível criar indicadores objetivos de dirigibilidade alinhados à política de segurança e economia da empresa. E mais, permite comparar comportamentos por motorista, veículo, rota ou cliente. Isso transforma a conversa do “acho que esse motorista dirige mal” para “temos dados que mostram onde ele precisa evoluir”.

A partir da leitura de dados em tempo real, possibilita estratégias como oferecer feedback imediato para correção de hábitos (por exemplo, excesso de velocidade, uso prolongado de marcha lenta ou condução em rotações ineficientes). Também permite construir programas de treinamento com foco em quem realmente precisa (no ponto certo do comportamento), além de campanhas internas que premiam direção segura e econômica, baseadas em ranking de indicadores.

Com esse leque de medidas, a formação deixa de ser um evento pontual (antes de tirar a CNH) e passa a ser um processo contínuo dentro da operação da empresa.

Importante ressaltar que ainda há o fator econômico na relação educacional guiada pela telemetria. Ao correlacionar dados de condução com consumo de combustível, desgaste de freios, embreagem e pneus, ocorrências de falhas mecânicas e paradas não programadas, o gestor passa a ter uma visão clara de como o estilo de direção impacta o custo total da frota.

Casos reais divulgados por empresas como a Kontrow mostram reduções expressivas em acidentes, reclamações e sinistros em operações que adotaram telemetria de forma estruturada, além de ganhos importantes em consumo de combustível e manutenção.

POR QUE ESSA DISCUSSÃO IMPORTA AGORA
A própria comunicação oficial do governo federal sobre a nova resolução destaca dois pontos centrais: democratizar o acesso à CNH e manter a segurança necessária no trânsito, reforçando que a aprovação nas provas teórica e prática continua sendo o critério de aptidão.

Ao mesmo tempo, o modelo se aproxima de padrões internacionais, em que a responsabilidade pela formação prática é mais distribuída entre mercado, instrutores independentes, empresas e o próprio condutor. Para quem opera com transporte de carga e transporte de passageiros, isso significa uma coisa: ter dados sobre o comportamento ao volante deixa de ser apenas vantagem competitiva e passa a ser requisito básico de governança da frota.

A nova política de habilitação é uma boa notícia para inclusão produtiva e mobilidade. Mais pessoas poderão acessar trabalho e renda a partir da CNH. Mas, para o lado das empresas, ela traz um recado claro. A prova habilita. Quem forma – de verdade – é o dia a dia da operação. E sem dados, não há formação consistente”, afirma Alexandre Fagundes, Diretor Comercial e de Marketing da Kontrow.

A Kontrow ajuda a ocupar exatamente esse espaço. Temos a capacidade e tecnologia para transcender telemetria em plataforma de desenvolvimento de motoristas, proteção de ativos e aumento de margem operacional. É um novo horizonte com seus desafios e potencialidades. E estamos prontos para ajudar o mercado a seguir em frente”, complementa Assaf Faiguenboim, Diretor da Kontrow.

 


Vantagens da telemetria em veículos pesados (caminhões e ônibus)

Da mesma forma que os veículos de passeio, caminhões e ônibus modernos contam com verdadeiros computadores
embarcados. São sistemas internos capazes de constante geração e troca de informações, tais como rotação do motor,
temperatura, pressão, consumo de combustível, alertas de falha e muito mais. E quem escuta e entende a linguagem
dessas máquinas é a telemetria, tecnologia que capta esses sinais e os leva para um sistema de gestão, onde se
transformam em indicadores, alertas e planos de ação. O resultado? Mais disponibilidade de equipamentos, economia
de combustível, segurança e eficiência.

Pegando carona em uma analogia simples, é como ter um check-up contínuo do veículo e usar os resultados para
dirigir melhor, gastar menos, antecipar e evitar quebras e render mais no trabalho.

Embora a tecnologia de telemetria colete dados muito similares em ambos os segmentos — como velocidade, rotação
do motor, frenagens e consumo de combustível, entre outros —, a forma como esses dados são priorizados e aplicados
reflete a distinção fundamental entre o transporte de cargas (caminhões) e o transporte de passageiros (ônibus).

Em outras palavras, podemos afirmar que a ferramenta é a mesma, mas os objetivos são diferentes. Vamos analisar
como essa diferença se manifesta na gestão de cada tipo de frota.

CAMINHÕES (TRANSPORTE DE CARGAS)
Na gestão de frotas de caminhões, o foco principal é a logística, o custo operacional e a integridade da carga. A
telemetria é direcionada para otimizar os seguintes pontos:

1- Eficiência de Combustível (Custo)
Esta é a métrica mais crítica. O combustível é o maior custo variável em longas distâncias. A telemetria permite um
controle rigoroso, identificando e corrigindo hábitos de condução que levam ao alto consumo, como excesso de
aceleração ou rotação do motor fora da faixa econômica.

2- Integridade da Carga
Para transportes especializados (como alimentos ou medicamentos), o monitoramento de sensores de temperatura em
baús frigoríficos é uma aplicação vital da telemetria. É essencial garantir que a temperatura se mantenha estável e que
as portas de carga não sejam abertas indevidamente.

3- Jornada de Trabalho e Produtividade
É fundamental usar os dados para garantir que a legislação do motorista seja cumprida, controlando o tempo de direção
e de descanso, o que impacta diretamente a produtividade e a segurança em rotas longas.

ÔNIBUS (TRANSPORTE DE PASSAGEIROS)
Nas frotas de ônibus (urbanos ou rodoviários), a aplicação da telemetria está fortemente ligada à segurança, ao
conforto e à qualidade do serviço prestado ao cliente. Nesse caso, além de dados importantes como o consumo de
combustível, por exemplo, as prioridades na aplicação dos dados mudam para:

1- Segurança da Condução e Conforto do Passageiro
O foco está na dirigibilidade suave. A telemetria é usada para monitorar intensamente eventos como frenagens e
acelerações bruscas. Uma condução agressiva não só aumenta o desgaste mecânico, mas, principalmente, causa
desconforto e risco de lesões aos passageiros.

2- Pontualidade e Frequência
Em linhas de transporte público, a regularidade é fundamental. A telemetria auxilia no controle preciso do tempo de
parada nos pontos ou terminais e na verificação do cumprimento das rotas, assegurando a pontualidade e a frequência
prometida.

3- Manutenção Preventiva Focada na Rota
Ônibus costumam operar em rotas fixas e com muitas horas de uso diário. Monitorar o tempo ocioso e o desempenho
dos componentes ajuda a prever falhas e agendar manutenção preventiva, garantindo a durabilidade e a
disponibilidade dos veículos.

Em resumo, enquanto a frota de caminhões usa a telemetria para proteger a margem de lucro e a mercadoria, a frota
de ônibus a utiliza primariamente para proteger as pessoas e a qualidade do serviço. No geral, ambos equilibram a
relação custo-benefício a fim de gerar receita com máxima eficiência, com gastos reduzidos.

TELEMETRIA EM AÇÃO - EXEMPLOS PRÁTICOS NA GESTÃO DE FROTAS
Gestores de frotas de ônibus e caminhões que entendem o propósito da telemetria para transformar dados brutos em
inteligência acionável, monitorando o comportamento dos veículos e dos motoristas para prevenir perdas e garantir a
eficiência, costumam ver os indicadores dos gráficos apontando para cima. Vejamos como a tecnologia é aplicada na
prática em cenários reais:

TELEMETRIA EM ÔNIBUS - PRIORIZANDO SEGURANÇA E CLIENTE

Cenário 1
O sistema da viação detecta que o motorista João, em sua rota urbana, costuma realizar uma média de 15 frenagens
bruscas por percurso, um número muito acima da média da frota.

O gestor utiliza o relatório detalhado para dar feedback individualizado a João, focado em direção defensiva e
antecipação do tráfego.

O resultado é que o número de frenagens bruscas de João cai para uma média de quatro por rota.

Isso reduz o desgaste dos freios e o consumo de combustível, e, o mais importante, diminui drasticamente as
reclamações de passageiros sobre o desconforto na viagem.

Cenário 2
Um ônibus rodoviário programado para uma parada de 15 minutos em um terminal registra um tempo de motor
ocioso (ligado em marcha lenta) de 35 minutos, fora do ponto de parada autorizado.

O sistema gera um alerta imediato no centro de controle. O gestor entra em contato com o motorista para verificar o
desvio e a demora.

A intervenção rápida garante que o motorista retome a rota rapidamente, evitando atrasos que poderiam
comprometer as conexões e a satisfação de dezenas de passageiros.

Cenário 3
O sistema de diagnóstico (via rede CAN) indica que a motorista Maria opera o motor com a rotação (RPM) acima da
faixa econômica em 60% do tempo.

O gestor utiliza essa métrica para realizar um treinamento prático e focado sobre o uso correto do torque do veículo e
a troca de marchas.

Maria aprende a manter o motor no "giro verde". Isso aumenta a vida útil dos componentes e leva a uma economia
imediata de combustível em todos os veículos que ela dirige.

TELEMETRIA EM CAMINHÕES - FOCO EM CUSTO E CARGA

Cenário 1
Em uma jornada com carga de alimentos congelados, um alerta de temperatura é disparado, indicando que o baú
frigorífico está subindo perigosamente acima do limite aceitável.

O gestor é notificado instantaneamente no painel e orienta o motorista a verificar o motor de refrigeração.

A intervenção acontece antes que o calor derreta a carga. Isso evita a perda total da mercadoria, que poderia custar
milhares de reais, e preserva a credibilidade da transportadora.

Cenário 2
O relatório de um caminhão em rota de longo curso mostra quatro horas de motor ligado em ponto morto em um
posto de parada.

O gestor compara o tempo ocioso com os registros de descanso. Se o descanso foi prolongado, o motorista é advertido
e treinado a desligar o motor.

Eliminar ociosidade desnecessária resulta em uma redução expressiva no consumo de diesel da frota, tornando a
operação mais sustentável e econômica.

Cenário 3
Sensores de telemetria identificam um aumento anômalo na pressão do óleo do motor ou um pequeno erro de
comunicação na rede CAN do veículo.

O gestor recebe um alerta de falha incipiente e agenda uma inspeção na oficina no próximo pátio logístico do
caminhão.

A falha é corrigida a tempo, evitando uma pane grave na estrada (que geraria custos com guincho, horas paradas e
atraso na entrega) e prolongando a vida útil de componentes caros do motor.

Para Assaf Faiguenboim, Kontrow, telemetria em veículos pesados, sejam ônibus ou caminhões, só gera eficiência
quando o aspecto técnico se torna rotina operacional, com aplicações no dia a dia.

Reduzir marcha lenta, cortar paradas não programadas, estabilizar consumo. A tecnologia vem para responder a essas perguntas com precisão. As equipes especializadas da Kontrow ajudam a definir escopo de trabalho, validar o que cada veículo realmente expõe e integrar os sistemas. O objetivo é transformar rotas e trajetos em dados mensuráveis e, a partir da análise dos gráficos, entender como atingir os objetivos específicos de cada empresa de transporte”, completa Assaf Faiguenboim.


Checklist essencial para manutenção preventiva de veículos

No setor do transporte e da logística de alta performance, a manutenção corretiva não é apenas uma despesa. É a
materialização do colapso do planejamento. Para o gestor de frotas, a quebra inesperada de um caminhão ou de um
ônibus em rota é o equivalente a uma hemorragia financeira e operacional que se agrava a cada hora de inatividade. O
que diferencia as operações de excelência das reativas não é a posse de uma bola de cristal mágica, é a tecnológica.
Estatísticas demonstram que investir em um checklist digital para a manutenção preditiva é o único caminho para
evitar que o custo de um reparo emergencial se torne três a cinco vezes maior do que o custo de uma intervenção
planejada.

A telemetria transforma a manutenção veicular corretiva em uma despesa evitável em muitos casos. Gestão eficiente e
inteligente de dados é a principal alavanca de previsibilidade e segurança em toda a operação de transporte. Isso
significa que a criação de um checklist de manutenção faz da inspeção periódica uma arma contra o risco de acidentes,
multas por não conformidade e, em última instância, comprometimento da reputação da empresa.

A complexidade da frota pesada exige que o plano de manutenção vá muito além do simples registro de troca de óleo.
É necessário um sistema que integre o manual do fabricante, o histórico de uso real do veículo e, mais recentemente, a
análise de dados em tempo real. Este é o caminho para migrar da manutenção preventiva (baseada no
tempo/quilometragem) para a manutenção preditiva (baseada na condição real do componente).

A pergunta central é: Como criar um checklist de manutenção preventiva eficiente? A resposta está na sua estruturação
em níveis de periodicidade e na adoção de tecnologia capaz de automatizar o monitoramento dos itens críticos.

A ESTRUTURA DA INSPEÇÃO PREVENTIVA
Um checklist eficaz para frotas corporativas deve ser segmentado para garantir que os itens mais críticos para a
segurança e conformidade sejam verificados com alta frequência. Importante salientar que não se trata de uma única
lista, mas de um conjunto de rotinas de inspeção, cada uma com seu próprio foco. Confira:

1- INSPEÇÃO DIÁRIA (PRÉ-VIAGEM OU CHECK-LIST DO MOTORISTA)
Esta é a linha de frente da manutenção e o principal ponto de contato entre a operação e o ativo. Sua função é
identificar falhas de segurança imediatas antes que o veículo saia para a estrada.

- Pneus e Rodas: Verificação visual da pressão (calibragem), desgaste da banda de rodagem (limite TWI), presença de
cortes, bolhas ou objetos estranhos. Checagem de porcas e fixação das rodas.

- Sistemas de Iluminação e Sinalização: Teste de faróis (alto e baixo), luzes de freio, lanternas, setas, luzes de ré e luzes
de posição.

- Fluidos e Vazamentos: Inspeção rápida do nível de óleo do motor, fluido de freio, fluido de direção hidráulica e água
do limpador de para-brisa. Verificação de quaisquer manchas sob o veículo que possam indicar vazamentos
(combustível, óleo, líquido de arrefecimento).

- Itens de Segurança Obrigatórios: Checagem do funcionamento dos limpadores e lavadores de para-brisa, condições
dos espelhos retrovisores, cinto de segurança (motorista e passageiros/ajudantes), e validade/integridade do extintor
de incêndio e triângulo de segurança.

2- INSPEÇÃO PERIÓDICA (PROGRAMADA POR TEMPO OU QUILOMETRAGEM)
Este nível é a base da manutenção preventiva tradicional. A periodicidade é determinada pelo manual do fabricante,
mas deve ser ajustada à realidade operacional da frota (cargas mais pesadas, estradas de terra ou clima extremo
podem exigir intervalos mais curtos).

O que verificar em cada tipo de veículo da frota (caminhões e ônibus)

Motor e Filtros: Óleo do motor e filtro de óleo. Filtros de combustível e de ar (cruciais em veículos a diesel). Correias e
mangueiras.
Verificação: 10.000 a 20.000 km.

Freios e Suspensão: Desgaste de lonas/pastilhas e discos/tambores. Nível e qualidade do fluido de freio. Inspeção das
bolsas de ar (ônibus/caminhões com suspensão a ar), molas, amortecedores e terminais de direção.
Verificação: 20.000 a 30.000 km.

Transmissão e Eixos: Nível e qualidade do óleo da caixa de marchas e do diferencial. Inspeção de folgas no eixo cardan,
embreagem e juntas universais.
Verificação: 40.000 a 60.000 km.

Sistema Elétrico: Teste da bateria e do alternador. Checagem da fiação e conectores. Inspeção dos módulos eletrônicos
e sensores.
Verificação: Semestralmente.

Arrefecimento: Nível e concentração do aditivo do líquido de arrefecimento (antifreeze). Condição do radiador e da
bomba d'água.
Verificação: Anualmente ou a cada 40.000 km.

A grande vantagem de estruturar o checklist é a capacidade de auditar, responsabilizar e premiar as equipes. Um plano
claro estabelece a rastreabilidade. Por exemplo, se o pneu estourou por desgaste, quem deixou de verificar o limite
TWI na inspeção de 10.000 km?

TELEMETRIA E PREDITIVA: A EVOLUÇÃO DO CONTROLE DE MANUTENÇÃO
O uso de planilhas e calendários fixos é importante, mas ainda insuficiente para frotas de alta performance. A chave
para a otimização máxima é integrar o checklist de manutenção com a telemetria e a análise de dados.

A tecnologia embarcada transforma o controle de manutenção de um processo reativo em um processo preditivo. O
sistema não espera o motorista ou o hodômetro para sinalizar a necessidade de manutenção, utilizando dados do
motor para prever falhas. Por exemplo, um aumento sutil e gradual na temperatura do motor, o consumo anômalo de
combustível, ou uma variação na RPM para uma mesma velocidade pode indicar desgaste precoce em um componente
ou falha incipiente no sistema de arrefecimento.

Quando esses indícios são detectados, o gestor pode ajustar o cronograma da frota e promover a parada programada
do veículo, minimizando prejuízos e assegurando que a operação siga em andamento. Além de ganhos financeiros,
também gera um efeito institucional, pois traz credibilidade junto ao mercado, com a garantia da entrega dos serviços
contratados.

QUAL O PAPEL DA KONTROW NO CONTROLE E AUTOMAÇÃO DESSE PROCESSO?
Soluções avançadas, como as oferecidas pela Kontrow, atuam como um catalisador para a manutenção preditiva. Ao
integrar sensores telemáticos (que monitoram a rede CAN do veículo) com uma plataforma de gestão, a empresa pode:

1- Monitorar Parâmetros Críticos em Tempo Real: Acompanhar temperatura do motor, pressão de óleo,
tensão da bateria e códigos de falha (DTCs) de forma contínua.

2- Gerar Alertas Automáticos: Receber notificações no painel de gestão assim que um parâmetro sair da
faixa ideal (ex: bateria com tensão abaixo do limite de segurança), permitindo a intervenção antes da
quebra.

3- Rrelacionar Condução e Desgaste: Conectar o modo de condução do motorista (aceleração e frenagem
bruscas) ao desgaste de componentes (freios e pneus), otimizando a troca com base no uso real.

4- Digitalizar o Checklist: Substituir checklists de papel por aplicativos móveis, onde os motoristas e técnicos
registram as inspeções. Isso garante que o preenchimento seja acompanhado por geolocalização e fotos,
evitando fraudes e centralizando o histórico de serviço em um único lugar.

Em essência, a telemetria fornece a inteligência para que o gestor abandone a manutenção baseada em
estimativas e passe a agir com base em diagnósticos precisos. Na prática, passa a contar com dados em
tempo real para a tomada de decisão”, afirma Assaf Faiguenboim, da Kontrow.

TOP 5 REDUÇÃO DE CUSTOS OPERACIONAIS
A adoção de um plano de manutenção preventiva e preditiva gera um impacto financeiro positivo imediato,
demonstrando que é um investimento, não um custo.

1- Redução da Manutenção Corretiva: O principal fator. Evitar a quebra inesperada na estrada significa eliminar
despesas elevadas com guincho, transporte de peça emergencial e o custo da hora-parada do motorista e do veículo.

2- Economia de Combustível: Um motor bem ajustado, com filtros novos e pneus calibrados, trabalha com mais
eficiência. A manutenção preventiva garante que o consumo se mantenha dentro das médias ideais, gerando economia
contínua.

3- Aumento da Vida Útil: Manter o veículo em condições ideais de uso prolonga a vida útil de peças caras, como motor
e caixa de câmbio, adiando o custo de capital com a substituição da frota.

4- Prevenção de Multas: Muitos problemas mecânicos levam a infrações (ex: emissão excessiva de poluentes, pneus
em mau estado). A inspeção regular garante a conformidade legal do ativo.

5- Otimização do Estoque de Peças: A previsibilidade gerada pela manutenção preditiva permite que a área de
suprimentos gerencie o estoque de peças de reposição com mais precisão, comprando o que é necessário no momento
certo, e não em caráter emergencial e mais caro.

A chave para o sucesso é ver o veículo como um ativo que deve estar sempre disponível e com o menor custo de
propriedade possível.

"Manutenções preventivas e preditivas, quando integradas à telemetria, deixam de ser uma rotina burocrática para se tornar a base da saúde financeira de uma operação logística. Prevendo falhas antes que se manifestem, maximizamos o lucro e, mais importante, a segurança de quem está na estrada", complementa Assaf Faiguenboim, da Kontrow.


Como a gestão de frotas contribui para evitar multas e penalidades

O Brasil registrou cerca de 9,5 milhões de infrações de trânsito em rodovias federais em 2024, segundo levantamento
da Polícia Rodoviária Federal (PRF), demonstrando um cenário complexo para empresas de transporte e logística. A
gestão de frotas de caminhões e ônibus deixou de ser uma área apenas administrativa para se tornar um pilar
estratégico de conformidade e segurança jurídica. A verdadeira questão, portanto, não é se seus veículos serão
multados, mas, sim, o quanto o seu sistema de gestão está preparado para mitigar esses riscos e, mais importante,
evitar que ocorram.

Para frotas corporativas, cada auto de infração não é apenas uma despesa. É um contratempo que compromete
margens, imagem e continuidade operacional. A boa notícia é que multas e penalidades são previsíveis — e, portanto,
gerenciáveis — quando a operação adota governança, tecnologia embarcada e rotinas de controle bem desenhadas.

A transição de uma gestão reativa – aquela que apenas processa e paga multas – para uma abordagem proativa e
preventiva pode ser considerada o divisor de águas entre operações de alto desempenho e aquelas que lutam para
manter a rentabilidade. O foco está em identificar e corrigir a causa-raiz das infrações, transformando dados brutos em
inteligência acionável. Isso é alcançado por meio de um conjunto robusto de práticas e ferramentas que, juntas,
estabelecem um ciclo contínuo de melhoria e conformidade.

TELEMETRIA E ANÁLISE DE DADOS: O CORAÇÃO DA PREVENÇÃO DE INFRAÇÕES
A telemetria é, indiscutivelmente, a espinha dorsal de qualquer estratégia moderna de prevenção de multas. Longe de
ser apenas um rastreador GPS, essa tecnologia embarcada atua como um verdadeiro sensor de comportamento,
capturando dados detalhados da condução em tempo real. Monitora excesso de velocidade, acelerações e frenagens
bruscas, tempo de ociosidade do motor, rotações por minuto (RPM) e até o uso indevido do cinto de segurança, entre
outros pontos importantes.

Para entender como a telemetria atua no controle de penalidades, a capacidade preditiva e corretiva são fatores
relevantes. Ao fornecer um histórico detalhado do modo de condução de cada motorista, a telemetria permite que o
gestor identifique padrões de risco antes que eles se materializem em infrações. Se um condutor frequentemente
excede o limite de velocidade em trechos específicos, o sistema dispara alertas imediatos (para o gestor e, em sistemas
mais avançados, para o próprio motorista na cabine), permitindo a correção do comportamento no ato.

Essa intervenção imediata não só previne a multa, como também reduz o consumo de combustível e o desgaste
prematuro dos componentes do veículo, unindo eficiência operacional à conformidade legal.

Além disso, a análise de dados telemáticos fornece a base factual para a tomada de decisões no âmbito disciplinar e de
treinamento. É um erro comum acreditar que todos os motoristas precisam do mesmo tipo de capacitação.

Com os dados da telemetria, é possível direcionar treinamentos específicos, focando, por exemplo, em técnicas de
direção defensiva para aqueles que apresentam maior incidência de frenagens bruscas, ou em conscientização sobre
limites de velocidade para os reincidentes nessa categoria. Essa abordagem personalizada maximiza a eficácia dos
investimentos em RH e segurança.

Importante lembrar que excesso de velocidade é a infração mais frequente no país — o que torna alertas de
velocidade e geofencing itens essenciais em qualquer plataforma de telemetria.

9 PASSOS PARA IMPLEMENTAR UM PLANO DE AÇÃO PARA EVITAR MULTAS
1- Mapeie riscos por rota e base: trechos com maior incidência de autuações, áreas restritas e horários críticos (use
históricos da frota).

2- Implemente limites e alertas de velocidade por via, com auditoria semanal de reincidência.

3- Ative controle de jornada e pausas, com aviso antecipado e bloqueios operacionais quando necessário.

4- Garanta tacógrafos conformes (selagem, ensaios e manutenção).

5- Rode checklists de equipamentos obrigatórios (por categoria de veículo) antes de cada viagem.

6- Audite RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas) de transportadores e subcontratados
em cada contratação.

7- Treine por dados: crie trilhas de reciclagem baseadas em indicadores (velocidade, condução agressiva, desvios).

8- Padronize a defesa técnica (quando cabível) com logs de telemetria, fotos e evidências de manutenção.

9- Revise metas e incentivos: inclua metas de prevenção de infrações nos programas de reconhecimento de motoristas.

REGRAS, MANUTENÇÃO E COMPLIANCE, A GOVERNANÇA DA FROTA

A tecnologia, por si só, não resolve todos os problemas. Ela precisa ser ancorada em uma sólida política de frota e em
processos bem definidos. Por isso, é preciso aplicar regras de condução e manutenção preventiva constantemente. O
estabelecimento de regras de condução deve ser um processo contínuo e transparente. A política de frota precisa
detalhar, de forma clara, as expectativas de comportamento, as consequências para infrações e, principalmente, o
papel da empresa no apoio ao condutor.

A penalidade mais cara, muitas vezes, não é a multa simples, mas a chamada Multa por Não Identificação do Condutor
(NIC), que chega com um fator multiplicador e um impacto significativo no caixa. Um sistema de gestão eficiente
elimina o risco de Multa NIC ao garantir a rastreabilidade imediata de quem estava ao volante no momento exato da
infração. Esse processo de responsabilização, quando bem executado, é fundamental para o compliance.

A manutenção preventiva, por sua vez, atua como um escudo contra multas por falha mecânica ou por condições
inadequadas do veículo (pneus carecas, luzes queimadas, etc.). Um plano de manutenção baseado em dados de
telemetria – que informa o desgaste real de peças, e não apenas a quilometragem – assegura que os veículos estejam
sempre em conformidade com as normas de segurança e ambientais.

A manutenção preditiva, alimentada por esses dados, antecipa falhas críticas, evitando paradas não programadas e,
claro, multas por mau estado de conservação do veículo.

POR QUE O ACOMPANHAMENTO DOS MOTORISTAS É ESSENCIAL NA GESTÃO DE FROTAS?
O motorista é o elo mais importante e, ao mesmo tempo, o mais vulnerável da cadeia logística. A grande maioria das
multas de trânsito está ligada ao fator humano, como excesso de velocidade, uso de celular e desrespeito à sinalização.
Portanto, um gerenciamento que prioriza o acompanhamento e o bem-estar do condutor é uma gestão que previne
infrações.

Isso inclui o monitoramento da jornada de trabalho. A Lei do Motorista estabelece regras rigorosas sobre tempo de
direção e descanso. O não cumprimento dessas normas não só expõe a empresa a multas pesadas e passivos
trabalhistas, mas também aumenta drasticamente o risco de acidentes causados por fadiga.

Sistemas de controle de jornada digitalizados, integrados à telemetria, garantem que a empresa esteja em total
conformidade legal, protegendo tanto o capital humano quanto o financeiro. A tecnologia avançada, como a
videotelemetria, complementa esse controle, identificando proativamente sinais de fadiga ou distração ao volante, e
emitindo alertas sonoros que corrigem o comportamento em tempo real.

O acompanhamento não deve ser punitivo, mas, sim, um ciclo de feedback e reconhecimento. Ao invés de apenas
focar nas infrações, o gestor deve utilizar os dados para recompensar os condutores que praticam a direção defensiva e
econômica, promovendo uma cultura de segurança e excelência.

A gestão moderna de frotas não é sobre 'pegar' o motorista no erro, mas sobre dar a ele e à empresa as ferramentas
para evitar o erro. Trata-se de transformar o risco em segurança operacional e o custo em investimento sustentável”,
afirma Assaf Faiguenboim, da Kontrow. Ele complementa: “Ao fornecer dados precisos e em tempo real sobre a
condução e o estado do veículo, a Kontrow capacita seus clientes e parceiros a implementarem planos de ação
concretos. A redução de custos não é apenas uma promessa; é um resultado da diminuição de multas, do consumo
otimizado de combustível (direção mais suave) e do prolongamento da vida útil dos veículos (manutenção preditiva)”.


Como funciona o monitoramento de fadiga de motoristas com telemetria avançada

Levantamento feito pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), a partir de registros da Polícia
Rodoviária Federal (PRF) e do Ministério da Saúde e divulgados pela imprensa, mostra que a sonolência está
presente em até 40% dos acidentes fatais nas estradas. É consenso que os efeitos do sono ao volante são parecidos
com os do álcool. Dirigir com sono compromete capacidades básicas como atenção, capacidade de tomada de
decisões e tempo de reação. Se isso é perigoso de modo geral, imagine para frotistas. É por isso que monitorar a
fadiga de motoristas com telemetria avançada salva vidas e também os negócios.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a fadiga está entre os principais fatores contribuintes para
sinistros de trânsito fatais. Contudo, a situação pode ser ainda mais alarmante. Estudos independentes mostram que
a sonolência ao volante é subnotificada. Para os profissionais que operam caminhões e ônibus, a mensagem é direta:
detectar cedo e intervir rápido faz toda a diferença.

O cansaço aparece no jeito de dirigir antes de, eventualmente, se transformar em incidente. A telemetria funciona
como um tipo de “check‐up em tempo real” que auxilia o gestor de frota a decidir quando e como intervir.

É PRECISO ESTAR ATENTO AOS SINAIS
A telemetria pode atuar com Sistemas Driver Monitoring System (DMS) que analisam olhos e cabeça para identificar
sonolência e distração. Outro indicador importante é o Perclos (quanto tempo a pálpebra cobre a pupila), usado para
estimar sonolência.

Exemplos práticos de padrões de fadiga são a variação de velocidade sem motivo externo, correções de direção mais
frequentes, reação lenta a frenagens do tráfego, escolhas de marcha “preguiçosas” em subida, entre outras.

FADIGA PODE CUSTAR (MUITO) CARO PARA AS EMPRESAS
A fadiga não é apenas um problema de sono. É uma falha operacional que tem um custo altíssimo para a empresa e
que pode ser resumida em três fatores:

1- Acidentes e Sinistralidade
Motoristas cansados têm tempo de reação mais lento, aumentando o risco de acidentes graves, danos ao veículo e, o
mais importante, perda de vidas.

2- Custos Operacionais
A fadiga leva a um estilo de direção mais agressivo ou errático, resultando em consumo excessivo de combustível,
desgaste prematuro de freios e pneus, e maior necessidade de manutenção.

3- Inconformidade Legal
Ultrapassar o tempo máximo de direção contínua ou não cumprir o tempo de descanso pode resultar em multas
pesadas e problemas trabalhistas.

A solução começa com o monitoramento de indicadores que sinalizam o cansaço antes que um acidente aconteça. A
telemetria avançada não se limita a rastrear a localização do veículo. Ela se conecta à rede interna do motor (rede
CAN) e a sensores externos para registrar métricas comportamentais. É nessa leitura comportamental que a fadiga se
revela.

TOP 3 INDICADORES DE FADIGA LIDOS PELA TELEMETRIA

1. Tempo de Direção Contínua e Pausas
Este é o indicador mais básico e vital para a conformidade legal.

-O que a Telemetria Faz:
Registra automaticamente os horários de ligar e desligar o motor e a posição do veículo. Ela calcula o tempo exato de
direção e de descanso (parada total) exigido pela legislação (por exemplo, 5 horas e meia de condução máxima
contínua).
-Ação Proativa: O sistema envia alertas em tempo real para o gestor e para o motorista quando o limite de condução
está prestes a ser atingido, forçando a parada obrigatória antes da infração.

2. Padrões Erráticos de Condução (KPIs de Risco)
A perda de foco causada pelo cansaço se manifesta em comportamentos anormais no volante. A telemetria quantifica
esses eventos.

-Frenagens Bruscas Repetitivas: Um motorista fatigado pode demorar a reagir a um obstáculo (falha de atenção) e, de
repente, frear de forma violenta. Uma sequência de frenagens bruscas pode ser um forte sinal de alerta.
-Variações Anormais de Velocidade: Em uma estrada aberta, a velocidade deve ser relativamente estável. Oscilações
frequentes e desnecessárias (acelera, desacelera, acelera) indicam distração e falta de concentração.
-Rotação do Motor Inconsistente (RPM): A dificuldade em manter o motor na faixa econômica ideal (o "giro verde")
revela falta de coordenação e cansaço.

3. Integração com Videotelemetria (Fator Humano)
A videotelemetria é a evolução do monitoramento e oferece a prova visual do cansaço, cruzando o vídeo com os dados
do veículo.

-O que o Vídeo Identifica: Câmeras inteligentes (instaladas na cabine e/ou na estrada) podem detectar:
-Distração: Uso de celular, desvio do olhar da pista.
-Sinais de Sonolência: Fechamento dos olhos ou bocejos prolongados.
-Análise de Eventos: Quando uma frenagem brusca (dado da telemetria) ocorre, o gestor assiste ao vídeo para
entender se a causa foi um imprevisto na pista ou a reação tardia do motorista (fadiga).

PLANO DE AÇÃO: USO CORRETO DE DADOS E CULTURA DE SEGURANÇA
Para que o controle de fadiga ajude de verdade quem está ao volante e eleve o nível de eficiência no transporte (seja
de carga ou de pessoas), a empresa precisa começar por uma política clara e prática de aplicação da telemetria.

Definir o objetivo (“cuidar de pessoas e da operação, não punir”), os papéis de cada área e os canais de comunicação.
Explicar, em linguagem simples, como os dados são coletados: telemetria (dados do veículo), GPS (localização) e,
quando fizer sentido, DMS (Driver Monitoring System, câmera interna que detecta sinais de sonolência).

Em seguida, ajustar o planejamento de jornada no TMS (sistema de gestão de transporte) para que as pausas não
sejam “sobras de tempo”, mas parte do desenho da rota. Mapear PPDs (Pontos de Parada e Descanso) confiáveis por
trecho, levar em conta tempos de espera em docas (detention) e topografia, e criar “regras simples” como: depois de X
horas de direção, programar pausa.

Antes de cada viagem, rodar um checklist automático. Importante salientar que se a escala já indicar risco (ex.: janela
apertada + trecho crítico), o sistema sugere antecipar a pausa ou redistribuir a carga. Essa prevenção diminui
cancelamentos, atrasos e remarcações de última hora — e o cliente sente a diferença.

Na operação, trabalhar em camadas. Primeiro, sinais do veículo (variação de velocidade sem motivo, correções de
direção frequentes, frenagens/arrancadas repetidas). Segundo, quando aplicável, confirmação pelo DMS. Com isso,
cuidar também das causas físicas de fadiga. Muitos “alertas de sonolência” somem quando há ergonomia e
manutenção em dia: banco regulado, cabine sem vibração excessiva, ar-condicionado funcionando, iluminação e ruído
controlados.

PLANO DE AÇÃO: CULTURA DE SEGURANÇA
Paralelamente, implementar sessões rápidas, de 5 a 10 minutos, pós-turno, com foco no que deu certo e em uma única
melhoria por vez (ex.: reduzir marcha lenta em trecho X). Programas de incentivo ligados a metas de segurança e
pausas realizadas aumentam a adesão sem criar clima punitivo.

Por fim, meça para melhorar continuamente. Acompanhe eventos de fadiga por 10 mil km, tempo até intervenção,
porcentagem de turnos com pausa planejada cumprida e incidentes. Revise resultados por rota, turno e veículo para
separar fadiga de falha mecânica e priorizar ações (ajuste de escala, manutenção, coaching).

Compartilhe relatórios trimestrais com clientes-chave mostrando como o controle de fadiga reduziu riscos e manteve a
regularidade das entregas. Isso fortalece a confiança, sustenta renegociação de prazos e seguros e vira diferencial
competitivo.

Porque motorista bem cuidado presta um atendimento melhor e a operação entrega o que promete. A telemetria
personalizada Kontrow mapeia quais parâmetros existem por modelo/ano, calibram limiares por missão e integram
alertas. Sempre com o objetivo de reduzir eventos de fadiga, diminuir sinistros, proteger pessoas e margens, alinhado à
legislação brasileira e aos padrões técnicos”, afirma Assaf Faiguenboim, Kontrow.


Telemetria vs. rastreamento: quais as diferenças e qual escolher?

Quem pensa que telemetria e rastreamento são a mesma coisa, precisa rever conceitos. Rastreamento registra onde
e quando um ativo esteve. Telemetria responde como ele está e por que se comportou de determinada maneira,
entre outras informações. Na gestão de frotas, escolher entre um e outro — ou combinar os dois — impacta em
fatores como custo, segurança operacional, manutenção e eficiência.

Para deixar tudo ainda mais claro, é preciso entender que um sistema de rastreamento (tracking) se baseia em
posicionamento por satélites e redes móveis para entregar posição, velocidade e tempo de deslocamento de veículos
e equipamentos. Funciona como um mapa vivo da operação, sendo útil para roteirização, segurança e prestação de
contas. O GPS fornece os serviços de posicionamento, navegação e tempo (PNT) que viabilizam esse
acompanhamento em escala global.

Telemetria é a medição remota de variáveis (motor, rotação, temperatura, consumo, eventos do sistema) com
transmissão para análise. Ao contrário do rastreamento, que registra o “onde”, a telemetria observa o “como”. A
definição clássica descreve um processo automatizado que coleta leituras em pontos remotos e as transmite,
predominantemente, por rádio/celular, para monitoramento e registro.

TELEMETRIA VS. RASTREAMENTO: DETALHANDO AS DIFERENÇAS

Rastreamento (ONDE?)
O rastreamento é o sistema mais básico e mais comum, focado na posição geográfica.

Objetivo Central
- Saber a localização exata e o histórico de deslocamento de um veículo ou ativo em tempo real.
Dados Coletados
- Coordenadas geográficas (latitude e longitude) via GPS.
- Velocidade em um dado momento.
- Histórico de rotas e paradas.

Aplicações Típicas
- Segurança (recuperação de veículos roubados).
- Logística (informar ao cliente a localização de uma entrega).
- Gestão de rotas (verificar se o motorista seguiu o caminho planejado).

Tecnologia Principal
- GPS (Global Positioning System) e comunicação via redes móveis (GPRS/3G/4G).

Telemetria (COMO?)
A telemetria é uma camada de informação mais sofisticada e estratégica, focada na coleta e transmissão remota de
dados operacionais do veículo.

Objetivo Central
- Analisar a performance do veículo e o comportamento do motorista, a partir da leitura direta dos sistemas
eletrônicos (como a porta OBD-II ou CAN-Bus).

Dados Coletados
- Aceleração e frenagem brusca.
- Curvas severas.
- Consumo de combustível em tempo real.
- Rotação do motor (RPM).
- Temperatura do motor.
- Uso da marcha lenta.

Aplicações Típicas
- Redução de custos: Identificar e corrigir hábitos de direção que gastam mais combustível.
- Manutenção preventiva: Monitorar a saúde do motor e alertar sobre códigos de erro.
- Segurança da Frota: Diminuir acidentes ao corrigir comportamentos de risco (excesso de velocidade, direção
agressiva).

Tecnologia Principal
Sensores instalados no veículo (ou conectados ao computador de bordo) que transmitem dados para uma
plataforma central.

Na prática do transporte, a telemetria busca dados dentro do ativo: leitura de parâmetros no barramento CAN e
padrões como SAE J1939 (padrão de comunicação desenvolvido pela Society of Automotive Engineers para veículos
pesados) e, em alguns casos, interfaces FMS (Fleet Management System) disponibilizadas pelos fabricantes. Esses
padrões descrevem como as ECUs (Electronic Control Unit) “conversam” e padronizam variáveis críticas (ex.: RPM,
pedal, temperaturas, falhas), liberando insumos para manutenção preditiva e eficiência de combustível.

O QUE CADA TECNOLOGIA RESOLVE DE FORMA EXEMPLAR

Rastreamento resolve:

Segurança e logística: localização em tempo real, geocercas (cercas virtuais), histórico de rotas, alertas de desvio. A
camada de tempo preciso derivada do GPS viabiliza auditorias de jornada e integrações que dependem de
sincronização.

Visibilidade para o cliente: previsão de chegada mais confiável e comprovação de entrega.
Custos de seguros e compliance de rota: evidências para seguradoras, fiscalização e SLAs (contratos ou compromissos
formais entre prestadores de serviço e clientes).

Telemetria resolve:

Saúde do ativo: códigos de falha, temperatura, pressão, regimes de uso, padrões de direção (ex.: acelerações, marcha
lenta).

Eficiência energética: base para projetos de redução de consumo e emissões ao identificar comportamentos
ineficientes (marcha lenta excessiva, RPM alto, condição dos pneus, entre outros).

Manutenção preditiva: agenda por condição em vez de quilometragem fixa; redução de paradas não programadas.

QUANDO SÓ RASTREAR BASTA
Empresas com dispersão geográfica relevante, risco de desvio de carga/equipamento ou necessidade de prova de
prestação de serviço tendem a capturar grande valor com rastreamento puro. Projetos típicos incluem:

Rotas e janelas de serviço com geocercas e alertas.

Política de uso de ativos compartilhados (quem estava com qual equipamento, quando).

Relatórios de jornada para auditorias contratuais e apoio a compliance.

Em frotas nas quais o comportamento mecânico ainda não é crítico — ou o ciclo de manutenção é maduro e
previsível — o rastreamento entrega ROI (Return on Investment/retorno sobre investimento) rápido com menor
custo de implantação e governança de dados mais simples.

QUANDO TELEMETRIA MUDA O JOGO
Operações em que cada hora parada custa caro (ex.: frotas de pesados, agro, mineração, construção, logística
refrigerada) tiram grande proveito da telemetria. Sinais como altos custos com manutenção, consumo instável, falhas
recorrentes sem causa raiz e tempo de marcha lenta elevado sugerem que você precisa enxergar além do mapa. Com
dados de ECU (Unidade de Controle Eletrônico), é possível:

Atacar causas (ex.: superaquecimento em faixas específicas de carga), não sintomas.

Ajustar treinamentos a partir de evidências de condução.

Negociar melhor com montadoras e seguradoras, munido de séries históricas confiáveis de uso do veículo.

Um ponto relevante é lembrar que telemetria também é essencial em ativos não rodoviários — geradores, torres de
iluminação, bombas, empilhadeiras — onde a variável crítica é horímetro, carga, temperatura e não a rota em si.

Se você gerencia uma frota, provavelmente já usa o rastreamento veicular, ou seja, o GPS. É a base da segurança e
da logística: saber onde os caminhões ou os ônibus estão e se chegaram ao destino. No entanto, para transformar
sua operação de um centro de custos para um centro de lucro, você precisa ir além do "onde". É aí que entra a
telemetria”, afirma Assaf Faiguenboim, Kontrow, que completa. “Unir rastreamento e telemetria não é apenas ter
dois sistemas, é ter a visão completa do seu ativo. Ao invés de ter apenas a localização, passa a entender como o
veículo está sendo usado e por que seus custos estão como estão.”

RESUMO PARA DECISÃO RÁPIDA

- Quer saber onde/quando? Rastreamento resolve.

- Quer entender como/por que? Telemetria é o caminho.

- Quer confiabilidade na tomada de decisão? Combine as duas tecnologias.