Pense no tanque de combustível de cada veículo da sua frota como parte de um centro de custos com monitoramento digital. Cada trajeto, cada parada desnecessária, cada minuto de motor ligado sem sair do lugar aparece, mais cedo ou mais tarde, na linha de resultado. Em um ambiente de fretes pressionados e custos voláteis, economizar combustível por meio de uma gestão proativa deixa de ser detalhe operacional e passa a ser decisão estratégica.

A gestão de frotas evoluiu e segue evoluindo constantemente. Se antes bastava saber por onde o veículo passava, hoje, o padrão é combinar telemetria avançada, análise de dados em plataforma de Business Intelligence (BI), planejamento logístico e cultura de performance baseada em dados de condução. A performance dos motoristas aparece como um dos principais instrumentos dessa nova lógica, utilizando os veículos da forma ideal para conseguir o melho desempenho, trabalhando a inércia do motor, dirigindo na faixa verde de rotação econômica e usando o freio motor.

Mas é preciso cuidado para não cair em armadilhas nesse processo. A direção segura não compromete o cumprimento de horários. Pelo contrário, garante que serão cumpridos, pois, evita os acidentes de percurso e seus custos associados.

Os indicadores da telemetria, permitem a avaliação em tempo real da condução do motorista, indicando os erros e ajudando no seu treinamento. Associado a rotinas de revisão no seu comportamento e a um plano de benefícios, são a receita garantida da economia.

TOP 4 MECANISMOS PARA REDUÇÃO DE CONSUMO POR MEIO DA ROTEIRIZAÇÃO

1- Menos quilômetros rodados e menos tempo em movimento desnecessário.
Ajustes na sequência de paradas, eliminação de retornos e sobreposição de trajetos cortam diretamente a quilometragem rodada na linha. Menos quilômetros significam menos litros consumidos.

2- Velocidade média mais estável, na faixa de melhor rendimento.
Ao priorizar vias onde o veículo mantém velocidade constante, o motor trabalha mais tempo na faixa de rotação ideal (faixa verde de rotações por minuto – RPM). Isso reduz as acelerações fortes e as frenagens bruscas, que elevam o consumo.

3- Redução de marcha lenta (motor ligado com veículo parado).
Rotas planejadas sem atenção à realidade do trânsito geram filas, esperas em pátios e tempo ocioso em docas. O motor em marcha lenta continua queimando combustível (pode queimar até 2 litros por hora) e aumentando emissões. Funções como o shutdown inteligente da Kontrow desligam o motor com segurança em situações de ociosidade prolongada.

4- Adequação da rota ao perfil do veículo e da carga.
A escolha de trechos menos íngremes, vias com pavimento mais regular e pontos de parada bem distribuídos reduz esforço mecânico e consumo, principalmente em veículos pesados.

Dados concretos comprovam o acerto dessas medidas. Com a combinação de roteirização inteligente e telemetria avançada, clientes da Kontrow já registraram até 18% de redução de consumo, com 8,9% de economia média e casos em que a gestão de marcha lenta e o desligamento automatizado renderam até 417 litros de diesel economizados por mês por veículo.

POR QUE O CONSUMO DE COMBUSTÍVEL É UM DOS MAIORES CUSTOS DA OPERAÇÃO?
O diesel é o principal insumo energético do transporte rodoviário de cargas no Brasil e responde por parte relevante do custo por quilômetro rodado. Em muitas operações de veículos pesados, o combustível pode representar de 30% a 50% do custo operacional da frota.

Três aspectos tornam esse item especialmente crítico:

Volume consumido: frotas que percorrem centenas de milhares de quilômetros por mês amplificam qualquer ineficiência. Um desvio aparentemente modesto de quilometragem por litro, quando aplicado a dezenas ou centenas de veículos, transforma-se em milhares de litros adicionais no fim do período.

Volatilidade de preços: o valor do diesel responde a movimentos do mercado internacional de petróleo, câmbio e política doméstica de preços. Oscilações bruscas comprimem margens e reduzem a previsibilidade do fluxo de caixa. Controlar o volume consumido é, muitas vezes, o único fator sob domínio direto da empresa.

Custos ocultos de manutenção: condução agressiva, uso inadequado de marchas, frenagens intensas e rota incompatível com o tipo de veículo aumentam o consumo e encurtam a vida útil de componentes caros – como freios, embreagem, pneus e turbinas. Em projetos conduzidos com a tecnologia da Kontrow, há registros de até 60% de aumento na vida útil dos freios, 80% na embreagem e até 100% nas turbinas, quando o estilo de condução é corrigid com base em dados.

Controlar combustível, portanto, não significa apenas pagar menos no posto de abastecimento. Significa proteger a margem, preservar ativos e reduzir o risco operacional.

ENTENDA QUAIS INDICADORES AJUDAM NA ECONOMIA DA FROTA
Está claro que olhar apenas o consumo médio da frota em km/L já não basta. A telemetria desenvolvida por empresas de ponta como a Kontrow coleta dados digitais diretamente na rede Controller Area Network (Rede CAN bus) do veículo e permite enxergar o que realmente está por trás de um consumo maior ou menor.

Alguns indicadores são decisivos para transformar informação em economia:

Consumo por rota (km/L)
Compara a eficiência de cada trajeto, não apenas do veículo. Ajuda a identificar rotas estruturalmente caras e oportunidades de redesenho.

Tempo em marcha lenta
Mostra por quanto tempo o motor permaneceu ligado com o veículo parado em pátios, docas ou congestionamentos. Serve de base para políticas de shutdown inteligente e revisão de janelas de atendimento e processos de carregamento.

Tempo em faixa verde (RPM)
Indica o percentual da viagem em que o motor permaneceu na faixa de rotação recomendada pelo fabricante. Quanto maior esse índice, menor tende a ser o consumo e o desgaste de componentes.

Eventos de condução agressiva
Registra acelerações bruscas, frenagens fortes, curvas em alta velocidade e excesso de velocidade. Esses eventos trazem impacto direto em consumo, manutenção e risco de acidentes.

Com esses indicadores organizados em relatórios analíticos e painéis de Business Intelligence (BI), a gestão passa a enxergar com clareza onde a frota consome mais, por qual motivo e o que precisa ser ajustado primeiro, seja rota, processo ou comportamento de condução.

COMO A TECNOLOGIA IDENTIFICA ROTAS MAIS EFICIENTES
A tecnologia da Kontrow cruza três grandes conjuntos de dados para identificar e refinar rotas econômicas, dados do veículo, dados de localização e contexto e Histórico massivo de operação.

Informações da rede CAN bus trazem, em alta frequência, parâmetros como velocidade, rotações por minuto, posição do acelerador, uso do freio, temperatura e status de sistemas eletrônicos. Esses são os principais dados extraídos do veículo e que ajudam na estratégia para entender as melhores rotas.

Os dados externos surgem do uso de GPS, que permite associar cada comportamento do veículo a um ponto do mapa. Subidas longas, descidas, áreas urbanas, rodovias, zonas de restrição de circulação, acessos a clientes e pontos de parada são os dados de localização e contexto.

Computados todos os dados, o histórico de operação aparece na nossa plataforma de dados, o Kontrow DataBus (KDB), que processa milhões de viagens e consolida cerca de um terabyte de dados mensais. Esse volume cria uma base estatística sólida para comparar desempenho entre rotas, modelos de veículos, turnos de operação e perfis de carga”, explica Assaf Faiguenboim, diretor da Kontrow.

Com esse tripé, a plataforma identifica trechos de alto consumo, simula alternativas de rota e aponta aquelas com melhor combinação de tempo e consumo de combustível. Na ponta, os dispositivos da Kontrow oferecem feedback em tempo real ao motorista, alertando sobre saídas da faixa verde, excesso de velocidade e marchas inadequadas. Assim, a rota planejada e a forma de condução convergem para o mesmo objetivo: viagens mais econômicas e seguras.

A Kontrow reúne, em uma solução única, software e hardware próprios e serviços especializados para atacar as três frentes principais de custo: combustível, manutenção e segurança. As soluções são compatíveis com veículos que atendem às normas de emissões Euro 3, Euro 5 e Euro 6, além de modelos movidos a gás, biocombustível, elétricos e máquinas da chamada linha amarela”, complementa Assaf Faiguenboim.